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Projeto de PPCI: guia técnico sobre normas, etapas e segurança contra incêndio
Um projeto de PPCI reúne as medidas técnicas de prevenção e combate a incêndio previstas para uma edificação ou área de risco. Ele considera a ocupação, as características construtivas, a circulação de pessoas, os sistemas necessários e as exigências do Corpo de Bombeiros responsável pela análise.
Mais do que atender a um processo de regularização, o projeto organiza soluções destinadas a reduzir riscos, orientar o abandono da edificação, apoiar a resposta inicial e facilitar a atuação das equipes de emergência.
Cada imóvel precisa ser analisado individualmente. Um condomínio, uma escola, um hospital, um edifício comercial e uma indústria podem apresentar áreas semelhantes, mas possuir riscos, públicos e necessidades operacionais completamente diferentes.
O que é um projeto de PPCI?
PPCI significa Plano ou Projeto de Prevenção e Proteção Contra Incêndio, conforme a terminologia adotada em cada localidade.
O documento apresenta as medidas de segurança definidas para a edificação, como equipamentos de combate inicial, sinalização, iluminação de emergência, alarmes, rotas de fuga e saídas.
A nomenclatura pode variar entre estados e municípios. Dependendo da jurisdição, podem ser utilizados termos como Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico, projeto de prevenção contra incêndio ou projeto de combate a incêndio.
Por esse motivo, antes de iniciar o trabalho, o responsável técnico precisa verificar a terminologia, o procedimento e as normas adotadas pelo Corpo de Bombeiros competente.
Qual é a função do PPCI?
O projeto transforma as características do imóvel em critérios técnicos verificáveis. Entre seus principais objetivos estão:
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identificar os riscos relacionados à ocupação;
-
definir medidas preventivas;
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dimensionar os sistemas exigidos;
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orientar a evacuação;
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facilitar o acesso aos equipamentos;
-
organizar a documentação técnica;
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apoiar a análise e a vistoria;
-
compatibilizar as medidas com a arquitetura e as instalações;
-
contribuir para a proteção das pessoas e do patrimônio.
O PPCI não deve ser tratado como uma lista de equipamentos. Extintores, hidrantes, alarmes, iluminação, sinalização e rotas precisam funcionar como partes de uma mesma estratégia.
Por que o projeto de PPCI é importante?
Uma situação de incêndio pode envolver fumaça, redução de visibilidade, interrupção de energia e movimentação simultânea de pessoas. Nessas condições, decisões improvisadas aumentam a exposição aos riscos.
O projeto contribui para que os ocupantes encontrem caminhos de abandono compreensíveis e para que os sistemas estejam posicionados de acordo com a operação real do imóvel.
Entre os benefícios técnicos estão:
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redução de inconsistências na instalação;
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melhor orientação dos ocupantes;
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identificação de obstáculos nas rotas;
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distribuição adequada dos equipamentos;
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integração entre segurança, arquitetura e instalações;
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preparação documental para análise;
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maior previsibilidade na execução das adequações;
-
apoio à continuidade operacional.
A documentação também ajuda a registrar o que foi previsto, onde cada sistema deve ser instalado e quais condições precisam ser preservadas durante o uso da edificação.
Quando o PPCI pode ser necessário?
A necessidade de projeto, análise ou vistoria depende da legislação local e do enquadramento da edificação.
Entre as situações que podem exigir avaliação técnica estão:
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construção de uma nova edificação;
-
regularização de imóvel existente;
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obtenção ou renovação de licenças;
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reforma ou ampliação;
-
mudança de uso;
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alteração significativa de layout;
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aumento da população do imóvel;
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instalação de novos sistemas;
-
revisão das rotas de fuga;
-
adequação solicitada pelo Corpo de Bombeiros;
-
preparação para vistoria;
-
atualização de documentação desatualizada.
Imóveis de menor porte também podem estar sujeitos a medidas de segurança. Área e altura não são os únicos fatores utilizados no enquadramento.
A atividade desenvolvida, a quantidade de pessoas, o perfil dos ocupantes, os materiais existentes e as condições de evacuação também influenciam a análise.
Mudança de uso e reformas
Uma edificação regularizada para determinada ocupação pode precisar de revisão após uma mudança de atividade.
Transformar uma residência em escola, uma loja em restaurante ou um galpão em espaço para eventos modifica o perfil de risco e a circulação de pessoas.
Reformas também podem interferir em:
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largura dos corredores;
-
localização das saídas;
-
percurso de abandono;
-
visibilidade da sinalização;
-
posição dos equipamentos;
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quantidade de ocupantes;
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compartimentação;
-
acesso das equipes de emergência.
Antes de executar alterações, é recomendável avaliar o impacto sobre o projeto aprovado e sobre as exigências vigentes.
Normas e exigências aplicáveis ao projeto de PPCI
A prevenção contra incêndio no Brasil envolve diretrizes federais, normas técnicas e requisitos definidos pelos estados, municípios e pelo Distrito Federal dentro de suas competências.
Os Corpos de Bombeiros estabelecem procedimentos de classificação, análise, aprovação, fiscalização e vistoria. Essas regras podem ser apresentadas como Instruções Técnicas, Normas Técnicas ou documentos equivalentes.
O projeto deve utilizar as versões vigentes das referências aplicáveis no momento de sua elaboração.
Normas da ABNT
As normas da ABNT fornecem critérios técnicos relacionados a diferentes medidas de segurança.
A ABNT NBR 15219 é uma referência associada ao plano de emergência contra incêndio. Seu conteúdo orienta a organização de procedimentos, responsabilidades e ações para situações emergenciais.
A ABNT NBR 9077 está relacionada às saídas de emergência em edifícios. Ela pode influenciar a análise de acessos, corredores, escadas e demais componentes do percurso de abandono.
Outras normas podem ser aplicáveis conforme os sistemas previstos, como sinalização, iluminação, detecção, alarme e equipamentos de combate.
A identificação das referências necessárias depende do escopo e das características do imóvel. Uma lista genérica não substitui a análise do caso concreto.
Exigências do Corpo de Bombeiros
As normas do Corpo de Bombeiros detalham critérios como:
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classificação da ocupação;
-
classificação do risco;
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sistemas exigidos;
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parâmetros de dimensionamento;
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documentação necessária;
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procedimentos de protocolo;
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modalidades simplificadas;
-
análise do projeto;
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vistoria;
-
renovação ou atualização;
-
tratamento de reformas e ampliações.
Como os requisitos variam entre jurisdições, um projeto utilizado em determinado estado não deve ser reproduzido automaticamente em outro.
Responsabilidade técnica
O PPCI deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado e com atribuições compatíveis com o serviço.
Conforme o conselho profissional, o trabalho pode ser acompanhado por ART, RRT ou TRT. O documento precisa descrever corretamente o escopo assumido.
Projeto, execução, inspeção, manutenção e emissão de laudos são atividades diferentes. Cada uma deve ser atribuída ao profissional responsável pelo serviço efetivamente realizado.
O que deve constar em um projeto de combate a incêndio?
O conteúdo depende do enquadramento da edificação, mas alguns elementos aparecem com frequência.
Plantas e informações do imóvel
As plantas devem representar as condições da edificação com clareza. Elas podem indicar:
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ocupação dos ambientes;
-
áreas e pavimentos;
-
acessos;
-
circulação;
-
rotas de fuga;
-
saídas de emergência;
-
localização dos equipamentos;
-
áreas técnicas;
-
pontos de risco;
-
detalhes dos sistemas;
-
informações necessárias à análise.
Plantas antigas precisam ser conferidas antes de serem utilizadas. Divisórias, mezaninos, ampliações e mudanças de layout podem alterar a solução.
Memorial descritivo
O memorial registra critérios, especificações e características dos sistemas previstos.
O documento ajuda a conectar o desenho técnico à execução. Também facilita a compreensão das medidas por equipes de obra, manutenção, fiscalização e gestão do imóvel.
Extintores
Os extintores são destinados ao combate inicial, quando o uso for adequado e não houver exposição indevida ao perigo.
O projeto deve considerar:
-
riscos existentes;
-
compatibilidade do agente extintor;
-
distribuição;
-
acesso;
-
sinalização;
-
distância de percurso;
-
condições de instalação.
A simples presença do equipamento não representa conformidade. Extintores inadequados, obstruídos ou posicionados fora dos pontos previstos podem comprometer sua utilização.
Hidrantes e mangotinhos
Esses sistemas podem ser exigidos conforme a ocupação, a área, a altura e o risco.
O projeto avalia a distribuição dos pontos, o percurso de atendimento, a rede hidráulica e as demais características definidas pelas normas aplicáveis.
O acesso aos hidrantes deve permanecer livre durante a operação da edificação.
Sinalização de emergência
A sinalização indica saídas, equipamentos, rotas e orientações de segurança.
Ela deve formar uma sequência visual compreensível, inclusive para visitantes que não conhecem o imóvel.
Placas isoladas, mal posicionadas, danificadas ou encobertas por mobiliário podem gerar dúvidas durante uma evacuação.
Iluminação de emergência
A iluminação de emergência auxilia o deslocamento quando ocorre falha da iluminação normal.
Ela costuma ser prevista em corredores, escadas, mudanças de direção, saídas e outros pontos necessários para a orientação dos ocupantes.
O posicionamento precisa acompanhar a rota real, e não apenas o caminho representado em uma planta desatualizada.
Detecção e alarme
Sistemas de detecção e alarme alertam sobre uma condição de emergência. Sua necessidade depende do enquadramento da edificação.
Quando aplicáveis, devem considerar a ocupação, a distribuição dos ambientes, a forma de aviso e a integração com os procedimentos internos.
Em locais com ruído elevado ou públicos específicos, a comunicação pode exigir recursos compatíveis com as condições do ambiente.
Rotas de fuga
A rota de fuga é o percurso utilizado para conduzir os ocupantes até um local seguro.
Sua análise pode envolver:
-
largura;
-
distância;
-
sentido de deslocamento;
-
mudanças de direção;
-
portas;
-
escadas;
-
sinalização;
-
iluminação;
-
obstáculos;
-
perfil dos usuários;
-
ponto de descarga.
A rota precisa permanecer livre durante todo o uso da edificação. Corredores usados para armazenamento e portas bloqueadas anulam, na prática, parte da estratégia prevista.
Saídas de emergência
As saídas devem ser avaliadas em conjunto com todo o percurso de abandono.
Não basta existir uma porta. É necessário verificar se ela está acessível, se pode ser utilizada durante uma emergência e se atende às exigências correspondentes à ocupação.
Como funciona a elaboração do PPCI?
O processo começa pelo levantamento da edificação e termina com a execução e a manutenção das medidas.
1. Levantamento técnico
O responsável técnico reúne informações sobre:
-
área construída;
-
número de pavimentos;
-
ocupação;
-
atividades realizadas;
-
população;
-
características construtivas;
-
acessos;
-
instalações existentes;
-
sistemas já implantados;
-
alterações anteriores;
-
documentação disponível.
Quando necessário, é feita uma vistoria para comparar as plantas com as condições reais.
2. Classificação da edificação
Com os dados levantados, o imóvel é classificado conforme o uso, o risco e os critérios da jurisdição.
Essa etapa influencia diretamente as medidas exigidas. Uma escola, um hospital, uma indústria, um condomínio e um escritório não devem receber o mesmo tratamento.
3. Definição das medidas
O profissional identifica os sistemas necessários e realiza os dimensionamentos pertinentes.
As medidas precisam estar relacionadas à forma como as pessoas utilizam o espaço. Um equipamento tecnicamente adequado, mas instalado em local inacessível, perde efetividade.
4. Compatibilização
O projeto de incêndio precisa dialogar com arquitetura, estrutura, elétrica, hidráulica, climatização e demais instalações.
A compatibilização ajuda a identificar conflitos antes da execução, como:
-
tubulações sem espaço;
-
equipamentos atrás de portas;
-
sinalização encoberta;
-
rotas interrompidas por mobiliário;
-
sistemas elétricos incompatíveis;
-
acessos insuficientes para manutenção.
Em edificações complexas, a modelagem BIM pode apoiar a coordenação das disciplinas e a identificação de interferências.
5. Produção da documentação
Depois do dimensionamento, são elaboradas as plantas, os memoriais, os detalhes e os registros necessários para o processo.
A relação de documentos varia conforme o órgão responsável e a modalidade adotada.
6. Protocolo e análise
O projeto é encaminhado ao Corpo de Bombeiros ou ao órgão competente conforme o procedimento local.
Durante a análise, podem ser emitidas exigências técnicas ou documentais. O responsável deve examinar os apontamentos, revisar o projeto e apresentar as correções necessárias.
A decisão final cabe ao órgão responsável. Por isso, não é tecnicamente adequado prometer aprovação automática ou prazo fixo.
7. Execução das medidas
Após a aprovação, quando exigida, os sistemas precisam ser executados de acordo com o projeto.
Alterações realizadas durante a obra devem ser avaliadas e documentadas. Mudanças sem revisão podem criar divergências entre as plantas aprovadas e a edificação apresentada na vistoria.
8. Testes e preparação para vistoria
Antes da vistoria, é importante conferir:
-
instalação dos equipamentos;
-
identificação dos sistemas;
-
funcionamento dos dispositivos;
-
desobstrução das rotas;
-
visibilidade da sinalização;
-
condições da iluminação;
-
compatibilidade com as plantas;
-
organização dos documentos;
-
registros de responsabilidade;
-
laudos exigidos para sistemas específicos.
Pendências identificadas nessa etapa podem ser corrigidas antes da avaliação oficial.
PPCI para diferentes tipos de edificação
A ocupação influencia o risco, as medidas e a estratégia de evacuação.
Condomínios residenciais
Condomínios combinam áreas privativas e coletivas, como garagens, halls, escadas, casas de máquinas, salões e centrais de gás.
A análise precisa considerar moradores de diferentes idades e condições de mobilidade, além de visitantes que podem desconhecer as rotas.
Reformas em áreas comuns e uso de corredores para armazenamento podem comprometer as condições inicialmente previstas.
Edifícios comerciais
Edifícios comerciais recebem colaboradores, clientes e prestadores de serviço. Parte dessas pessoas pode não conhecer o imóvel.
Sinalização, iluminação e rotas de fuga precisam orientar o público de maneira clara. Alterações frequentes de layout também exigem atenção.
Escolas
Escolas possuem salas, laboratórios, cozinhas, bibliotecas, auditórios, quadras e áreas de circulação intensa.
A evacuação envolve crianças, adolescentes, professores e visitantes. A estratégia precisa estar alinhada à rotina da instituição e aos diferentes níveis de autonomia dos ocupantes.
Hospitais e instituições de saúde
Hospitais, clínicas e unidades de saúde podem receber pessoas com mobilidade reduzida ou dependência de assistência.
A segurança contra incêndio deve ser analisada em conjunto com a circulação, a compartimentação, a infraestrutura elétrica e a continuidade dos serviços.
Cada área precisa ser avaliada conforme sua função e as exigências aplicáveis.
Locais de reunião de público
Auditórios, templos, salões, centros esportivos e espaços de eventos podem concentrar muitas pessoas em períodos específicos.
O projeto deve considerar o deslocamento simultâneo, a lotação, a distribuição das saídas e o fato de que parte do público não conhece o local.
Indústrias e depósitos
Indústrias e depósitos apresentam riscos relacionados a máquinas, processos, instalações elétricas, armazenamento e materiais utilizados.
A análise pode exigir setorização, medidas específicas, acesso para equipes de emergência e compatibilização com a operação produtiva.
Mudanças no processo ou nos materiais armazenados precisam ser avaliadas, pois podem alterar o risco originalmente considerado.
Manutenção e atualização do PPCI
A segurança não termina com a aprovação do projeto ou com a vistoria.
Os sistemas precisam permanecer em condições de funcionamento, enquanto plantas e registros devem acompanhar as mudanças realizadas no imóvel.
A gestão pode incluir:
-
inspeções periódicas;
-
manutenção dos equipamentos;
-
testes dos sistemas;
-
registros das intervenções;
-
revisão da sinalização;
-
conferência da iluminação;
-
desobstrução das rotas;
-
atualização das plantas;
-
treinamento das equipes;
-
revisão após reformas;
-
análise de mudanças de uso.
A periodicidade e os procedimentos dependem dos sistemas, das normas e das instruções dos fabricantes.
Quando revisar o projeto?
A revisão é recomendada quando ocorrer:
-
reforma;
-
ampliação;
-
mudança de atividade;
-
alteração de layout;
-
aumento da população;
-
criação de novos pavimentos ou mezaninos;
-
substituição de sistemas;
-
mudança nos acessos;
-
alteração dos materiais armazenados;
-
identificação de divergências;
-
exigência do órgão competente.
A regularidade anterior não deve ser interpretada como permanente diante de qualquer modificação.
Erros que comprometem a segurança e a conformidade
Algumas falhas aparecem com frequência durante a elaboração, a execução e o uso da edificação.
Tratar o projeto como formalidade
Quando o foco está apenas na documentação, as medidas podem não corresponder à rotina do imóvel.
O PPCI precisa orientar soluções executáveis e compatíveis com a circulação das pessoas.
Utilizar plantas desatualizadas
Documentos antigos podem omitir divisórias, ampliações, novas atividades e mudanças nas rotas.
O levantamento deve confirmar a situação atual.
Copiar o projeto de outro imóvel
Edificações semelhantes podem ter ocupações, populações e riscos diferentes. A reprodução sem análise pode resultar em medidas inadequadas.
Obstruir rotas e equipamentos
Corredores, portas, escadas, hidrantes e extintores precisam permanecer acessíveis.
Materiais provisórios também podem comprometer a circulação durante uma emergência.
Instalar sistemas sem compatibilização
Equipamentos posicionados sem considerar arquitetura, instalações e operação podem apresentar conflitos durante a execução ou o uso.
Ignorar reformas e mudanças de atividade
Alterações físicas ou operacionais podem modificar o enquadramento da edificação e exigir revisão das medidas.
Negligenciar a manutenção
Alarmes, iluminação, extintores, hidrantes e outros sistemas podem perder desempenho ao longo do tempo.
A ausência de testes e registros dificulta a identificação de falhas.
Prometer aprovação ou prazo determinado
A análise depende do órgão competente, da documentação, das condições do imóvel e da execução das medidas.
Uma empresa de engenharia deve atuar sobre as etapas técnicas sob sua responsabilidade, sem apresentar resultados administrativos como automáticos.
Como escolher uma empresa para elaborar o PPCI?
Antes da contratação, avalie se a empresa:
-
trabalha com profissionais habilitados;
-
realiza levantamento técnico;
-
verifica as normas locais;
-
analisa a ocupação e o risco;
-
compatibiliza diferentes disciplinas;
-
apresenta escopo claro;
-
diferencia projeto, execução e manutenção;
-
orienta sobre a documentação;
-
acompanha exigências quando isso estiver contratado;
-
considera a operação real da edificação;
-
evita soluções padronizadas sem análise;
-
informa as responsabilidades do cliente.
Também é importante conferir quais serviços estão incluídos na proposta. Elaboração do projeto, protocolo, resposta a exigências, instalação, manutenção e preparação para vistoria podem ser contratados separadamente.
Como a Genset pode apoiar projetos de combate a incêndio?
A Genset Engenharia e Consultoria, nome pelo qual a GENSET GERADORES E SERVIÇOS LTDA é conhecida, atua com soluções integradas em engenharia elétrica, engenharia civil e infraestrutura crítica.
Sediada em Itumbiara, Goiás, e com atendimento nacional conforme as necessidades de cada projeto, a empresa desenvolve projetos, instalações, manutenções, laudos técnicos e consultorias.
Nos projetos de combate a incêndio, essa atuação multidisciplinar permite relacionar segurança, arquitetura, instalações elétricas, infraestrutura civil e continuidade operacional.
O escopo pode abranger:
-
avaliação técnica da edificação;
-
levantamento das condições existentes;
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análise da ocupação e dos riscos;
-
elaboração do projeto;
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compatibilização entre disciplinas;
-
preparação da documentação técnica;
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orientação sobre adequações;
-
instalação de sistemas;
-
manutenção;
-
laudos e consultorias.
A liderança técnica é conduzida por Ricardo Borges, engenheiro eletricista e civil com experiência em sistemas de missão crítica, geração de energia e data centers. Dayane Santos atua na gestão administrativa e na consultoria de contratos.
Cada proposta é preparada após a avaliação das características do imóvel, das exigências locais e dos serviços necessários. Assim, escopo, materiais, métodos, prazos e custos podem ser definidos de acordo com a realidade do empreendimento.
Conclusão
O projeto de PPCI organiza as medidas de prevenção, alerta, abandono e combate inicial necessárias para uma edificação.
Sua elaboração começa pelo levantamento técnico, passa pela classificação do imóvel, pelo dimensionamento dos sistemas e pela compatibilização com as demais disciplinas. Quando exigido, o projeto segue para análise, execução e vistoria.
A segurança depende da continuidade entre o que foi projetado, instalado, utilizado e mantido. Reformas, ampliações e mudanças de atividade precisam ser avaliadas para que a documentação continue compatível com o imóvel.
Empresas, condomínios, indústrias, hospitais, escolas e órgãos públicos podem solicitar uma avaliação da Genset Engenharia e Consultoria para identificar as necessidades do empreendimento e estruturar um projeto alinhado às normas vigentes e às exigências do Corpo de Bombeiros competente.
Perguntas frequentes sobre projeto de PPCI
PPCI e projeto de combate a incêndio são a mesma coisa?
Os termos podem ser usados para serviços semelhantes, mas a nomenclatura oficial varia conforme a jurisdição. É necessário consultar o Corpo de Bombeiros responsável pela edificação.
Toda edificação precisa de PPCI?
Não necessariamente. A exigência depende da ocupação, da área, da altura, do risco e das regras locais. Mesmo imóveis dispensados de determinada modalidade podem estar sujeitos a medidas de segurança.
Quem pode elaborar o projeto?
O trabalho deve ser realizado por profissional legalmente habilitado e com atribuições compatíveis, acompanhado do respectivo registro de responsabilidade técnica.
Quais sistemas podem aparecer no PPCI?
O projeto pode incluir extintores, hidrantes, mangotinhos, iluminação, sinalização, detecção, alarme, rotas de fuga e saídas, entre outras medidas definidas para o imóvel.
O projeto precisa ser aprovado antes da execução?
O procedimento depende do enquadramento e das regras locais. Quando a análise prévia for exigida, a execução deve observar o projeto aprovado e eventuais condicionantes apresentadas pelo órgão competente.
Quanto tempo leva a aprovação?
O prazo varia conforme a complexidade, a qualidade da documentação, as exigências emitidas e o fluxo do órgão responsável. Não existe um período universal aplicável a todos os processos.
Uma reforma exige novo projeto?
Pode exigir. Alterações de área, uso, layout, circulação ou sistemas precisam ser avaliadas para identificar o impacto sobre as medidas existentes.
Aprovação e vistoria encerram as responsabilidades?
Não. Os equipamentos precisam de manutenção, as rotas devem permanecer livres e as mudanças no imóvel precisam ser analisadas. A segurança depende da preservação das condições avaliadas.
Qual é a diferença entre projeto e plano de emergência?
O projeto define sistemas e medidas físicas de segurança. O plano de emergência organiza procedimentos, responsabilidades e ações das pessoas durante uma ocorrência. Os documentos se complementam quando aplicáveis.
Como solicitar um projeto à Genset?
O primeiro passo é apresentar as características da edificação, sua localização, ocupação, área e necessidade de regularização. Após a avaliação técnica, a Genset pode definir o escopo e preparar uma proposta comercial.
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